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Getulio Vargas, Rio Grande do Sul, Brazil
*Sou Nildo, sou acadêmico de Serviço Social na UPF Universidade de Passo Fundo, Tenho 27 anos, acredito em Deus e vejo sua presença nas pequenas coisas, acredito no ser humano, acredito na mudança, gosto de política, gosto de futebol, amo o palmeiras, amo o Bahia, acredito na leitura, os livros transformam, sou baiano, da pequena comunidade de Riacho do Cedro, pacato Município de Gentio do Ouro,estou morando em Getulio Vargas no Rio Grande do Sul. Sou alguém que acredita que a verdadeira beleza está na simplicidade, acredito que o futuro vai melhorar, acredito nas crianças, acredito nos sonhos e os meus são grandes.

domingo, 1 de agosto de 2010

POEMA.

1. Amor é um fogo que arde sem se ver,
2. É ferida que dói e não se sente;
3. É um contentamento descontente;
4. É dor que desatina sem doer.

5. É um não querer mais que bem querer;
6. É um andar solitário entre a gente;
7. É nunca contentar-se de contente;
8. É um cuidar que ganha em se perder.

9. É querer estar preso por vontade;
10. É servir a quem vence, o vencedor;
11. É ter com quem nos mata lealdade.

12. Mas como causar pode seu favor
13. Nos corações humanos amizade,
14. Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís Vaz de Camões.




A vida de Camões está envolta em lendas. Não se tem certeza de todos os dados, sendo muitos deles baseados em suposições. Nascido por volta de 1524 de uma família da pequena nobreza, Luís Vaz de Camões recebeu uma educação esmerada, tendo provavelmente cursado Humanidades em Coimbra.

Quando jovem, frequentou círculos aristocráticos e a boêmia literária de Lisboa. Entretanto, optou pela carreira das armas e combateu no Marrocos, onde perdeu um olho em combate. Em 1550 alistou-se para a Índia, mas não chegou a embarcar.

Em 1552, envolveu-se numa briga em que feriu um funcionário do Paço, Gonçalo Borges. Como consequência, foi preso. Passados alguns meses, recebeu o indulto através de uma carta régia de perdão, datada de 7 de março de 1552.

Embarcou a seguir para a Índia. No Oriente, viveu um período acidentado. Esteve em Goa, no Golfo Pérsico, em Ternate, e em Macau, onde obteve o cargo de provedor de defuntos e ausentes.

Já na viagem de volta, naufragou na costa da Conchinchina (no Vietnã). Neste naufrágio teria perecido sua companheira chinesa. Consta que Luís de Camões fugiu a nado, salvando os manuscritos do que seria sua obra maior, "Os Lusíadas". Nesta mesma obra o poeta narrou o episódio do naufrágio no canto X.

Em setembro de 1560 chegou a Goa, onde acabou novamente preso por dívidas. Lá travou relações com pessoas poderosas, como o Vice-Rei dom Francisco Coutinho, a quem suplicou em versos que o livrasse da prisão.

Em 1567, depois de anos no Oriente e premido por dificuldades econômicas, aceitou a oferta de um emprego em Moçambique, feita por um amigo que lhe pagou as passagens.

Dois anos depois, retornou a Lisboa. Trazendo os manuscritos de "Os Lusíadas", procurou um editor para a obra. Em 1572 a obra foi editada. Luís de Camões conseguiu uma pensão no valor de 15.000 reis, concedida através de alvará de D. Sebastião, o rei de Portugal, a quem a obra é dedicada. A quantia, porém, era muito modesta.

Apesar da fama e do prestígio como poeta, seus últimos anos foram de miséria. Morreu em 1580 e seu enterro foi pago por uma instituição de caridade, a Companhia dos Cortesãos.


FONTE: http://educacao.uol.com.br/biografias